
16h00 – 18h00
22.05.2026 | 16h00-18h00
AS VIBRAÇÕES DO ARQUIVO:
práticas de ativação
Esta sessão reúne diferentes perspetivas sobre o arquivo enquanto campo ativo de criação, investigação e intervenção. A partir de práticas artísticas e historiográficas, propõe-se explorar modos de convocar, construir e ativar arquivos para além da sua função tradicional de preservação.
No trabalho cinematográfico de Susana Sousa Dias, o arquivo surge como matéria sensível e política, onde imagens e testemunhos são reconfigurados através de processos de montagem que interrogam a memória e a história. Já João Fiadeiro, a partir do conceito de Arquivivo, propõe pensar o arquivo como prática em tempo real, inscrita no corpo e na ação, com implicações na criação, transmissão e apresentação artística. Por sua vez, Hélia Marçal abrirá uma reflexão crítica sobre o papel do arquivo no contexto museológico, entendendo-o como um espaço de intervenção com potencial epistemológico e político, distinto – e por vezes em tensão – com a lógica da coleção.
Ao colocar estas abordagens em diálogo, a sessão procura evidenciar o arquivo como um campo em vibração, onde se cruzam imagem, corpo e instituição, abrindo novas formas de pensar a memória, a história e a prática artística contemporânea.
23.05.2026 | 16h00-18h00
AS VIBRAÇÕES DO ARQUIVO:
matérias e territórios
A partir de práticas que atravessam a música, a escultura e a investigação académica, esta sessão propõe alargar a noção de arquivo para lá das suas formas mais reconhecíveis, explorando-o enquanto matéria incorporada, território de saberes e campo de produção de contranarrativas.
No trabalho de Luís J. Martins, o estudo forense da viola romântica permite pensar o objeto como um arquivo em si – um corpo que conserva, inscreve e transmite gestos, técnicas e histórias. Já a artista plástica Maja Escher desenvolve uma prática artística onde a recolha de saberes tradicionais, cantos e conhecimentos ligados à Terra tem uma dimensão importante, ativando formas de arquivo que se constroem na oralidade, na experiência e na relação com o território. Por sua vez, Catarina Laranjeiro e Inês Sapeta Dias apresentam o projeto FILMASPORA, que toma o cinema produzido por comunidades afrodescendentes em Portugal como um arquivo vivo e em expansão, de onde emergem narrativas, identidades e experiências frequentemente ausentes das histórias oficiais, afirmando o arquivo como instrumento crítico e político.
Ao colocar em diálogo estas abordagens, a sessão propõe pensar o arquivo como vibração material e social: algo que se inscreve nos objetos, circula entre corpos e territórios, e se constitui como espaço de disputa, memória e criação na contemporaneidade.
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço