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A curadora Maria do Mar Fazenda foi a escolha vencedora da 1ª Edição do PRÉMIO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR / EGEAC 2015 :

O júri, composto por Ângela Ferreira, Miguel von Hafe Pérez e Sara Antónia Matos, decidiu, por unanimidade, atribuir a primeira edição do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC 2015 a Maria do Mar Fazenda, que foi fundamentada nos seguintes termos:

O Júri sublinha a consistência conceptual do projecto de curadoria que se propõe analisar o próprio conceito de museu, numa perspetiva crítica e aberta à interpretação. Para tal, a curadora faz uma selecção consciente de artistas que incorporam no seu percurso pessoal um trabalho de investigação na área. O projecto assume-se como uma entidade processual aberta à discussão pública que toma como ponto de referência a entrevista a Júlio Pomar, por Helena Vaz da Silva, da qual se extrai o título poético que dá nome à exposição: “- já reparaste como o ponto de interrogação parece uma orelha, e como a interrogação se faz escuta?”.

A apreciação do Júri teve ainda em conta: a exequibilidade do projecto, que se traduz no modo realista como a curadora vai fazer uso do espaço expositivo do Atelier-Museu e adequá-lo às obras; o trabalho integrado entre curadores, artistas e instituições; e o sólido percurso teórico e curatorial da proponente.

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Jury
© luísa ferreira / 2013
Sara Antónia Matos
Directora do Atelier-Museu Júlio Pomar e curadora

Formada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Curatoriais, realizou o Doutoramento (2007-2012) com a tese: “Da Escultura à Espacialidade”. Tem colaborado com diversas instituições ligadas à arte, editou livros e ensaios publicados em catálogos e revistas internacionais. Desenvolve a sua actividade entre o ensino, a prática artística.

Ângela Ferreira
Artista plástica e professora da FBAUL

Ângela Ferreira nasceu em 1958 em Maputo, Moçambique. Concluiu os estudos de Artes Plásticas na África do Sul obtendo o grau de Mestre na Michaelis School of Fine Art, University of Cape Town. Atualmente vive e trabalha em Lisboa, ensina na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O trabalho de Ângela Ferreira desenvolve-se em torno do impacto do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea, estas investigações são guiadas por uma pesquisa profunda e pelo filtrar de ideias que conduzem a formas concisas, depuradas e evocativas. Representou Portugal na 52ª Biennale de Veneza em 2007, onde continuou as suas investigações sobre a forma como o modernismo Europeu se adaptou, ou não, às realidades do continente Africano, traçando a história da “Maison Tropicale” de Jean Prouvé. Dos seus trabalhos recentes destacam-se: “For Mozambique”, 2008; “Cape Sonnets”, 2010/12; “Collapsing Structures/ Talking Buildings”, 2012; “Political Cameras”, 2012; “Stone Free”, 2012; “Mount Mabu”, 2013; “Entrer Dans la Mine”, 2013, “Indépendance Cha Cha”, 2014; “SAAL Brigades”, 2014 e “Revolutionary Traces”, 2014.

Miguel von Hafe Pérez
Crítico de arte e comissário de exposições

Miguel von Hafe Pérez é crítico de arte e comissário de exposições. Foi responsável pela área de Artes Plásticas e Arquitectura da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Entre 2003 e 2005 foi comissário convidado no Centre d’Art Santa Mònica em Barcelona. Foi responsável pelo projecto www.anamnese.pt da Fundação Ilídio Pinho. Foi director do Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC) de Santiago de Compostela, (2009-2015). Actualmente prepara uma antologia de textos críticos de Fernando Pernes para a Fundação de Serralves e a exposição “a sul de hoje – arte portuguesa contemporânea (sem Portugal)” para a Fondation Gulbenkian, Paris.